• Narjara Costa

O que aprender inglês tem a ver com um piano?



No Brasil, pesquisas apontam que 95% da população não fala inglês, ou seja, menos de 3% é fluente em inglês e outros 2% falam outra língua, ocupando a posição de 41º num ranking de 70 países. Existe uma boa parcela que está estudando, mas só quem já se aventurou na língua sabe que estudar inglês não é uma tarefa fácil para um bom número de pessoas. Problema social ou pessoal? Deixo para você mesmo tirar suas conclusões, mas se você está estudando inglês, ou assim como eu, já passou por vários cursos e anos de estudo, e mesmo assim percebe que ainda tem muito o que aprender, então continue lendo a história que vou contar nas próximas linhas.


Ao chegar no Canadá, percebi que o inglês brasileiro que eu tinha - aquele que aprendemos 1x por semana com o accent (sotaque) de professor brasileiro que é ótimo de entender - não seria o suficiente para conseguir um trabalho na minha área profissional ou desenrolar conversas com os amigos canadenses. Decidi que precisava estudar mais e então me matriculei em uma escola particular de Vancouver. Depois de alguns meses estudando, em uma certa aula e naquela luta por destravar e falar com naturalidade, todos da turma alias, o meu professor disse algo que nunca mais esqueci e que de certa forma parece que foi o que me ajudou a desbloquear. Ele nos disse:


"Pessoal, não pensem demais para falar! Aprender inglês é que nem tocar piano. Vocês estão no nível intermediário, não vão sair tocando o piano logo de primeira sem antes praticar muito...”

Fui pesquisar sobre como é aprender piano para entender o inglês, e encontrei uma explicação que dizia que dominar a arte do piano leva anos, até mesmo para os músicos mais talentosos. Também dizia que aprender piano é um passo a passo, primeiro você aprende técnicas básicas do instrumento em um período relativamente curto. Quando dominar o básico, será preciso praticar os hábitos e as técnicas para que se tornem algo natural para você. Com um pouco de tempo e esforço, antes que perceba, você estará tocando com a postura e a posição correta das mãos e poderá ler partituras também.


Compreendi que da mesma forma funciona ao aprender inglês, foi exatamente como aconteceu comigo, quando parei de dar importância para as falhas e me esforçava para utilizar ao máximo o que eu sabia, naturalmente o inglês foi entrando na minha vida - e como no piano - "antes que se perceba" eu já estava falando e interagindo com as pessoas, quando percebi tudo já estava mais fácil, eu já estava falando, lendo, escrevendo e escutando, naturalmente.


Aliás, você já reparou que são poucas as pessoas no mundo que tocam piano? Voçê já parou para pensar se conhece alguém no seu círculo de amizades que toca? Porque no meu não tem. Assim também é no inglês, acabam sendo poucas as pessoas que falam também, porque a chave do aprendizado é a persistência, e em se tratando de uma nova língua e os percalços necessários para aprender é que ocorre que nem todos querem persistir.


Só que não termina por ai, depois que se aprende as notas, você precisa avançar para novos patamares do aprendizado do piano, e logicamente, do inglês. Achei a comparação do professor muito interessante. O que ele na verdade queria nos dizer era para não desanimar, pois não sairíamos falando inglês como um nativo sem antes praticar muito.


Então, se vocês estão estudando, independente do nível que estejam, eu sei o que acontece aí dentro. Hoje, aqui e agora é o que você tem e o que realmente importa para fazer diferença logo adiante, por isso:


1. Não se culpe por não ter começado antes, algum motivo do seu passado fez com que você achasse que não era importante, e tá tudo bem.


2. Não tenha vergonha da sua pronúncia, não importa o que vão pensar, ame-se acima de tudo, esse é você persistindo e buscando evolução, colocando sua segunda língua em prática.


3. Não existe naturalidade na fala quando você está aprendendo, é isso mesmo, vai ser estranho, vai parecer um robô, o que se fala vai ser mais pensado do que sentido, mas é assim mesmo, um contínuo refinamento.


4. O maior objetivo ao aprender uma segunda língua precisa ser entender e se comunicar, naturalidade vem com o tempo.


E por último...


5. Você não precisa tocar como um Beethoven para ser bom, ou seja, falar como um nativo, mas se esse for seu objetivo, somente a prática diária vai te fazer chegar na 5ª Sinfonia.


Pesquise mais sobre como é o processo de aprendizado para tocar piano, tenho quase certeza que ao final da leitura, e algumas boas razões, você vai preferir ficar com o inglês ;)


Eu sou Narjara Costa, Coach de Carreira Internacional e auxilio brasileiros a terem um plano consciente de vida profissional no exterior. Se você gostou desse artigo, acesse esse link e assine a minha lista vip para receber dicas sobre carreira no Canadá. Já conhece meu instagram? Lá você verá mais dos meus bastidores e muita motivação para sua trajetória no exterior.

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